Como solicitar a isenção de imposto de renda por doença grave: passo a passo (2026)

Solicitar a isenção de imposto de renda por doença grave exige um laudo médico com CID e a escolha entre dois caminhos: administrativo ou judicial.

Cada mês que você demora custa um mês do prazo de restituição, que é de 5 anos e não se estende.

Você está aqui:

Isenção de IR por doença grave: veja o passo a passo abaixo

Especialista com mais de 10 anos de experiência em direitos do consumidor. Formado em Direito pela UNIFOR com extensão internacional pela Universitat de Barcelona. Atua desde 2017 como advogado e Chief Operating Officer da Resolvvi, plataforma que democratiza o acesso à justiça para milhares de brasileiros.

Cargo: COO na Resolvvi · Advogado OAB/SP 424.232 Leitura: 12 min

Quem pode solicitar a isenção de imposto de renda por doença grave?

Só pode solicitar quem já recebe um benefício e tem uma das doenças da lista. Aposentado do INSS, servidor público, pensionista, militar reformado ou quem recebe complementação de previdência privada.

Quem ainda está trabalhando não solicita nada ainda, porque o direito nasce quando o benefício começa a ser pago.

SituaçãoPode solicitar?
Aposentado do INSS ou de regime próprio, com doença da listaSim
Pensionista por morte, com doença da listaSim
Militar reformado ou da reserva remunerada, com doença da listaSim
Recebe complementação de previdência privada, com doença da listaSim
Ainda está trabalhando, não recebe nenhum benefícioNão, ainda. O direito nasce quando a aposentadoria sair
Doença fora da lista fechada (diabetes, hipertensão, depressão, entre outras)Não

Se a sua situação está numa das linhas de “sim”, o próximo passo é escolher o caminho do pedido.

A isenção de imposto de renda para aposentados com doença grave vale mesmo quando a aposentadoria não tem nenhuma relação com a doença, desde que o diagnóstico exista.

Servidor público aposentado segue a mesma regra, seja federal, estadual ou municipal, o que garante a isenção de imposto de renda para servidor público aposentado nas mesmas condições.

E o caminho não muda conforme a doença: quem busca como pedir isenção de imposto de renda por cardiopatia grave segue os mesmos passos de quem tem câncer ou Parkinson, laudo com CID e escolha entre os dois caminhos.

Processo 100% digital, sem custo inicial. Você só paga 35% se ganhar.

Como solicitar a isenção de imposto de renda por doença grave: passo a passo

Existem dois caminhos possíveis, e eles não se excluem.

Você pode tentar o administrativo primeiro, mas não é obrigado a isso antes de ir à Justiça. O Supremo Tribunal Federal dispensou o requerimento administrativo prévio no Tema 1.373, então quem já sabe que vai enfrentar fila de perícia pode ir direto ao caminho judicial.

Caminho administrativo: pedir direto ao órgão pagador

Esse caminho é gratuito e resolve bem a parte de parar o desconto, mas tem uma fila que pode custar meses. São 5 passos até a decisão:

No fim desse caminho, você resolve o desconto de agora em diante, mas o retroativo continua exigindo um passo a mais na Receita.

Caminho judicial: quando vale mais a pena

O caminho judicial resolve duas coisas de uma vez. A isenção e a devolução dos últimos 5 anos, no mesmo processo.

Ele também muda a exigência que mais derruba pedidos no balcão. Pela Súmula 598 do STJ, o laudo do seu médico particular já vale como prova, sem depender de perícia oficial.

Vale considerar esse caminho direto em três situações: quando você já sabe que a fila de perícia vai demorar, quando o retroativo de 5 anos é relevante pro seu caso, ou quando um pedido administrativo já foi negado.

Pergunta 1 de 8
De quem é o caso?
Você pode resolver por outra pessoa, sem tirar ela de casa.
É o meu caso
É do meu pai ou da minha mãe
É de outra pessoa da família
Pergunta 2 de 8
O que essa pessoa recebe todo mês?
Se for mais de um, escolha o de maior valor.
Aposentadoria do INSS
Aposentadoria de servidor público
prefeitura, governo do estado ou governo federal
Pensão por morte
de marido, esposa, pai ou mãe que faleceu
Pagamento de militar reformado ou da reserva
Complementação de aposentadoria da previdência privada
fundo de pensão, PGBL, plano fechado da empresa
Nada disso, ainda está trabalhando
ou ainda não se aposentou
← Voltar
Pergunta 3 de 8
Qual foi o problema de saúde?
Escolha pelo que aconteceu, não pelo nome técnico.
Câncer
vale mesmo já curado
Problema grave no coração
infarto, stent, marcapasso, safena, ablação
Parkinson, Alzheimer ou demência
Esclerose múltipla ou paralisia
tetraplegia, paraplegia, ELA, sequela de AVC que incapacita
Problema grave nos rins ou no fígado
hemodiálise, transplante, cirrose
Perda da visão
inclusive de um olho só
HIV, hanseníase, tuberculose ativa ou fibrose cística
Espondilite anquilosante, Paget ou radiação
É outra coisa, ou não sei o nome
a gente confere, sem custo
← Voltar
Pergunta 4 de 8
Essa pessoa já pediu para parar de pagar o imposto?
Vale o pedido feito no Meu INSS, na prefeitura ou em quem paga o benefício.
Nunca pediu
Pediu e negaram
Pediu e ainda está esperando resposta
Não sei dizer
← Voltar
Pergunta 5 de 8
Existe algum papel do médico com o nome da doença?
O ideal é ter o diagnóstico com CID, data, assinatura e CRM.
Sim, tenho em mãos
Não em mãos, mas consigo pedir ao médico
Não tenho e não sei como conseguir
← Voltar
Pergunta 6 de 8
Quanto essa pessoa recebe por mês?
Arraste até o valor do benefício. Não precisa ser exato.
R$ 3.000
R$ 1.500R$ 15.000 ou mais
Pergunta 7 de 8
Quantos anos essa pessoa tem?
A partir dos 65 anos uma parte do benefício já é isenta.
68 anos
4595 ou mais
Pergunta 8 de 8
Desde quando existe o diagnóstico?
É o que define quantos meses dá para pedir de volta.
Há cerca de 3 anos
menos de 1 ano5 anos ou mais
Recebemos as suas respostas.
Imposto descontado no período
R$ 30.600
R$ 850 por mês × 36 meses.
Conta pela tabela oficial da Receita Federal, limitada aos 5 anos que a lei permite recuperar. Não inclui 13º nem a correção pela Selic. É uma estimativa do que foi descontado, não uma previsão do que você vai receber: isso depende das declarações e da análise dos documentos.
Pelo que você contou, é o tipo de situação que a lei alcança. Isso ainda não é uma resposta sobre o caso: quem lê os documentos e diz se cabe o pedido é a equipe da Resolvvi, sem custo e sem compromisso. Você conduz tudo pela pessoa, do seu celular, e se o caso seguir quem cuida são os advogados parceiros cadastrados. Você só paga se ganhar.
Seus documentos médicos são dados sensíveis e ficam sob sigilo, conforme a LGPD. O caso é conduzido por advogados parceiros cadastrados, com registro na OAB.

Qual documento comprova a doença para pedir a isenção?

O documento que sustenta o pedido é um laudo ou relatório médico. Ele precisa ter o diagnóstico por extenso, o código CID, a data e a assinatura com o CRM do médico.

Não precisa ser de médico do governo. Na via judicial, o laudo do médico que já acompanha o seu caso é aceito como prova.

Se você não tem esse documento em mãos, ele provavelmente está registrado no hospital, na clínica ou no convênio onde você fez o tratamento. Dá pra pedir a segunda via.

Quais doenças dão direito à isenção de imposto de renda?

A lista é fechada. Está prevista no artigo 6º, inciso XIV, da Lei 7.713/88, e cobre 16 doenças, entre elas câncer, cardiopatia grave, Parkinson, AIDS, esclerose múltipla e hepatopatia grave.

Se a sua estiver aqui, o primeiro requisito para conseguir a isenção do imposto de renda está cumprido.

Veja a lista abaixo:

Não encontrou a sua aqui? Isso não significa necessariamente que você não tem direito, mas quatro dessas doenças pedem um cuidado extra no laudo, veja qual delas abaixo.

Cardiopatia grave, nefropatia grave, hepatopatia grave e alienação mental são diferentes das outras. 

Não basta o médico escrever só o nome da doença no papel. Ele precisa contar a história: que procedimento você fez, em que fase está, se precisa de acompanhamento contínuo. É esse detalhe que mostra que o caso é realmente grave, não só o nome escrito.

E se a minha doença não está na lista, mas é igualmente grave?

Infelizmente não conta. Os tribunais já bateram o martelo sobre isso: mesmo que uma doença de fora da lista seja tão grave ou pior do que as que estão nela, não dá pra usar isso como argumento.

Por exemplo, diabetes com complicações sérias, depressão grave, fibromialgia, hipertensão difícil de controlar, são exemplos de doenças que causam bastante sofrimento e mesmo assim ficam fora, porque a decisão dos juízes foi: só entra quem está escrito na lei. (Tema 250 do STJ)

Quanto tempo demora o pedido de isenção de imposto de renda por doença grave?

Antes do prazo médio, vale saber de um direito que a maioria não usa: idade acima de 60 anos e doença grave dão prioridade na fila da Justiça, e sua situação provavelmente se encaixa nos dois ao mesmo tempo.

SituaçãoBase legalO que muda
60 anos ou maisArt. 1.048, I, CPC; Estatuto do Idoso, art. 71O processo anda na frente da fila comum
Portador de doença graveArt. 1.048, II, CPCMesma prioridade, mesmo abaixo dos 60 anos
80 anos ou maisArt. 1.048, parágrafo único, CPCPrioridade especial, à frente até de outros processos prioritários

Não existe estatística oficial separada só pra quem tem as duas prioridades juntas, então os números abaixo são a média geral, não o seu caso específico:

No caminho judicial, metade dos processos sobre esse tema é decidida em até 266 dias, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. A média fica em 381 dias.

Depois da decisão vem a apuração do valor a devolver, e o pagamento pelo rito público de requisição. Isso soma mais alguns meses.

No caminho administrativo, o tempo depende quase inteiro da fila de perícia do órgão pagador. Essa fila varia por cidade e pode passar de seis meses antes mesmo de uma resposta.

Erros mais comuns ao solicitar a isenção de imposto de renda por doença grave

Alguns erros aparecem com tanta frequência que valem um alerta antes de você começar o pedido de isenção de imposto de renda por doença grave.

Achar que precisa estar doente hoje

A Súmula 627 do STJ dispensa a demonstração de sintomas atuais e de recidiva. Uma mulher diagnosticada com câncer de mama em 2018, com o tratamento terminado no ano seguinte e em remissão desde então, continua com o direito hoje, mesmo sem sintoma nenhum.

Esperar um "não" do INSS antes de ir à Justiça

O STF dispensou esse passo no Tema 1.373. Quem nunca deu entrada em nada no INSS ou na prefeitura pode entrar direto com a ação judicial, sem esperar uma negativa primeiro.

Mandar o laudo sem CID ou sem data do diagnóstico

Esses dois dados definem se o documento é aceito, e desde quando o direito existe. Um atestado que só diz “paciente em tratamento oncológico”, sem o código CID nem a data do diagnóstico, costuma voltar pedindo complementação, e isso atrasa semanas.

Deixar o diagnóstico antigo parado

Cada mês de espera apaga um mês do começo da conta dos 5 anos de restituição. Quem foi diagnosticado em 2015 e só agora, em 2026, deu entrada no pedido, só recupera a partir de 2021 pra frente. Os 6 anos antes disso já prescreveram.

Evitar esses quatro pontos já resolve a maior parte dos pedidos negados por formalidade.

O que fazer se o pedido de isenção for negado?

Uma negativa no balcão quase sempre nasce de uma exigência que só existe naquele balcão. A perícia oficial e a alegação de doença controlada são os exemplos mais comuns.

Quem leva o laudo do cardiologista que já acompanha o caso há anos, mas tem o pedido negado porque o órgão só aceita perícia médica oficial, encontra na Justiça uma regra diferente: pela Súmula 598 do STJ, esse mesmo laudo particular passa a valer como prova.

E quem tem o pedido negado por estar com o câncer em remissão há anos, sob a alegação de que “não há mais sintomas atuais”, também tem esse ponto revertido, porque a Súmula 627 do STJ diz que isso não retira o direito.

Esses são exatamente os pontos que mudam quando o caso vai para a Justiça.

Como a Resolvvi ajuda a solicitar sua isenção de imposto de renda

Você conta seu caso em menos de 3 minutos, sem custo. A equipe confere se o benefício e a doença se encaixam no direito.

Se o caso seguir, um advogado parceiro cadastrado cuida do pedido de isenção e da devolução dos últimos 5 anos, no mesmo processo, com o laudo do seu médico particular.

Você acompanha tudo pela plataforma, e só paga se ganhar.

O processo começa com a avaliação gratuita do caso, sem nenhum compromisso.

A Resolvvi já recuperou mais de R$ 150 milhões para clientes em todo o Brasil. Se você tem uma doença grave e ainda paga Imposto de Renda, verifique agora se tem direito.

Descubra mais direitos que você pode ter:

Além da isenção do Imposto de Renda por doença grave, você pode ter direito a indenização em outras situações

Quer parar de pagar Imposto de Renda e receber de volta o que já pagou? É só verificar grátis!